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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Uma vez, em um Festival...

Em 1993, inscrevi-me em um Festival de Música em Taguatinga-DF. Na 1ª fase conforme o Regulamento, gravei minha música em uma Fita K-7 e enviei aos organizadores do evento. Fiquei muito feliz pois, diante de tantos inscritos, eu havia sido aprovado para a fase seguinte (interpretação ao vivo no palco). No dia, ficamos todos (músicos concorrentes) em um camarim aguardando a vez. Durante este momento, fui cercado por alguns músicos que se diziam estar impressionados com a qualidade do meu instrumento musical (guitarra Rickenbacker 481) e que queriam empunha-la apenas por "curiosidade". Educadamente permiti o assédio em torno da referida guitarra (que estava devidamente pronta para apresentação). Quando este instrumento retornou para minhas mãos, notei que os controles (knobs) estavam totalmente desajustados e algumas cordas desafinadas. Procurei por algum afinador e ninguém se manifestou então, fiz uma afinação encostando o ouvido no braço da guitarra. Já no palco, ao conectar o instrumento no amplificador, tive dificuldades no ajuste do som, devido ao músico que tocara anteriormente ter desconectado a caixa de retorno (equipamento necessário para tocar ao vivo). Esgotado o meu prazo de ajustes, iniciei minha interpretação sem ouvir o meu som e consequentemente sem saber como era ouvido pelos jurados e a plateia. Ao final, fui aplaudido mas penso que tenha sido apenas por educação. Não obtive uma boa colocação e me senti prejudicado mas na época,  não era só isto o que me importava e sim o fato de ter tentado e o aprendizado de que muitos, mesmo usando a música como forma de libertar os sentimentos, acabam se tornando prisioneiros do egoísmo e escravos da ambição.
Obs.:
-Postarei aqui, algumas canções (de minha autoria) para que possam avaliar meu trabalho.